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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Água vai, choro vão



Sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O Poema "Água vai, choro vão" foi recitado por Loran, que representou a equipe Tsunami - vitoriosa - na XI Agrogincana do CIAPI.




Corre a água nas veias da Terra
Como seiva sangüínea, povoa de vida
Valões e rios e oceanos.
No indefectível devir, some fluida no ar
Passeia no céu surfando nuvens
Entroviscam-se
Gotas
P
L
U
V
I
A
I
S
Nos veios abertos navegam gente e bicho e planta e pedra
A que a água pede passagem, carrega e dá resgate.
Mas, súbito...
Cessa o curso:
paralisa,
aprisiona,
quimioterapiza
artificializa
mete etiqueta
e vende a vida em metros cúbicos,
pipas, garrafas e garrafões no templo da Terra.
Olho-d'água sujeitado ao lucro
Contingenciado
Medido
Escasseado pra valer.
Dá água nos olhos lembrar a bica no quintal
Saudades
L
A
C
R
I
M
A
I
S

Um comentário:

GUSTAVO e MARLÚCIA disse...

Nós entendemos que eles tiram água da natureza para fazer lucros e enriquecerem.
Assim nós podemos ficar sem água no futuro...