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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Administração do "tempus fugit"

Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado.... Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo....
Heráclito

Dominar o tempo e o espaço sempre foi o desafio da humanidade. Desde os primórdios, o homem busca entender o tempo em que vive. Foi assim que começamos a sentir a necessidade de marcar o tempo e o espaço para além do que nos permitiam os elementos da natureza - o Sol e a Lua. Dando um salto no tempo, pode-se dizer que a evolução dessa necessidade propiciou a invenção da cartografia e do relógio.
Contemporaneamente, os maiores desafios da sociedade capitalista talvez sejam o armazenamento e a superação da velocidade. Quem não tem dificuldades com espaço para guardar suas coisas? quem não acha que tudo está demorando, quando se está esperando? O tempo e o espaço - que parecem cada vez mais escassos - há muito viraram bens. Nessa lógica, tudo irá ficar doente para sempre porque o tempo, “remédio para todos os males”, anda fugidio.
A Escola, como qualquer instituição humana, não fez outra coisa senão “correr” atrás do tempo. É só termos um olhar diacrônico para ver o “enxugamento” do tempo de formação, por exemplo. Quem tem mais de 40 anos há de se lembrar de aulas aos sábados, de 2ª época. Também do Projeto Minerva e outros, que buscavam fazer com que adultos acertassem o passo de sua formação escolar. Hoje, quantos cursos “ligeiros” são oferecidos a quem “não tem tempo”? A EAD - Educação a Distância - parece ser a catalisação de toda essa “corrida contra” o tempo e o espaço.
No que diz respeito às organizações empresariais, as teorias da Administração Científica se preocuparam basicamente com a produção em menos tempo e em menos espaço possíveis. Em Tempos Modernos, Chaplin - magistralmente - faz a crítica social da corrida pela superação do tempo e do espaço na busca desenfreada pelo lucro.
Mas uma questão primordial a ser discutida nesses tempos dinâmicos é, certamente, que impactos a velocidade supersônica das mudanças acarretam na vida dos indivíduos? Parece que nada matura, tudo é meio superficial ou, por outra, a sensação de que não há mais história, de que tudo é consumível e descartável e de que não nos banharemos na mesma água do rio nunca mais.
Estamos nesse roldão: não há “tempo livre”. Não somos o tempo e assim não temos como fugir. No Pantanal, todas as manhãs um veado acorda sabendo que deve correr mais do que a onça se quiser se manter vivo. Nessas mesmas manhãs a onça acorda sabendo que deve correr mais do que o veado se não quiser morrer de fome. Por isso, não faz diferença se você é onça ou veado; quando o sol nascer você deve começar a correr. O Tony Tornado já cantava isso nos anos 70: “A gente corre na BR-3/ A gente morre na BR-3”.
Professor Zeluiz
Centro Interescolar de Agropecuária de Itaperuna

3 comentários:

Andriele- 1002 disse...

"Administração do "tempus fugit"" a crônica coloca em questão o desfio da humanidade, que é dominar o tempo e o espaço. O que acontece é que tudo, hoje em dia, tende a ser mais rápido e em menor espaço, isso claro, para obter mais lucro. Com essa velocidade e com esse pouco espaço , prefiro nem imaginar os impactos que isso tudo pode causar. Afinal, que tenho a concluir é que, se tudo é mais rápido e em pouco espaço, as proximas gerações viverão menos e morarão em casas de 1m².

Lucas disse...

Achei entereçante a cronica mesmo nao entendendo muita coisa eu gostei muito,achei muito bacana essa ideia de levar essa progamaçao pra sala de aula, e é isso ae abraçao ae professor vlw!!!

Gledson A. Amorim disse...

Achei intereçante a cronica do professor,mesmo nao entendendo muito eu achei legal,gostei muito dessa iniciativa de levar essa progamaçao pra sala de aula e é isso ae abraçao !!!